Uma das coisas mais divertidas de quando se fica solteira - mesmo que contra nossa vontade - é sentir-se disponível para receber olhares, cantadas e piropos. Nada faz tão bem à autoestima do que constatar que o flerte partiu de um homem interessante (leia-se forte, bonito, charmoso e gostoso). Ah, tudodebompontocompontobr!
Nesse contexto, porém, como não poderia deixar de ser, o perigo normalmente mora ao lado... é minha gente... O mundo lá fora (leia-se dos não casados) anda muito perigoso e cheio de de "manés". O sábio ditado já dizia que quem vê cara não vê coração, mas basta estarmos com o grau de carência um pouco elevado no momento para cairmos no conto do primeiro mané que aparece.
Não tem jeito, mulher sozinha atrai os manés, somos como ímas, é incrível, já repararam? Se disser que é separada ainda, nossa, o mané vibra! Ah, só é bom salientar que mané é questão de personalidade, nada a ver com nível social, profissão e muito menos idade.
Mas a boa notícia é que identificar manés é bem fácil se não estamos a fim de nos iludir. Vamos a alguns deles:
Mané executivo
- É aquele (ou aqueles) que, na mesa ao lado no bar com outros homens, num provável "happy hour da firma", claramente olham e falam sobre você e/ou sobre suas amigas, riem, e ficam disputando quem vai ser o escolhido para "chegar junto". Normalmente estão de terno ou camisa, com ou sem gravata e até aparentam ser sérios e bem de vida.
ALERTA: Homem que vale a pena não se aproxima assim de uma mulher
Mané under age
- É aquele que quase sempre está de boné, tênis, bermudão ou correntinha grossa no pescoço. Costuma ser confiante e encara sozinho falar com você, geralmente fazendo alguma pergunta que já sabe a resposta, se achando "super estrategista".
ALERTA: Ele pode até ser fofinho, mas vai querer dividir o motel
Mané maduro
- Talvez o mais difícil de identificar, pois aparenta ser bem de vida, resolvido, gentleman e essas coisas que nós dizemos que queremos num homem. Mas assim que ele se aproxima, fica te secando de cima a baixo enquanto fala sobre sua bem-sucedida vida profissional e pessoal, as viagens que fez, os livros que leu, citaçoes mil. É aquele que te faz uma pergunta mas não ouve a resposta, sacou?
ALERTA: Ele sempre vai querer ao lado uma mulher inferior a ele, para se sentir o maioral.
Mané bom papo
- É aquele que é capaz de tudo, mas de TUDO mesmo por uma transa. Diz que está cansado de balada, que tá difícil encontrar mulheres bacanas, que foi mágico encontrar você, que gosta de relacionamentos mais consistentes. Costumam praticar grandes atos, como te levar ao cinema ou a um restaurante caro. Alguns são capazes de aguentar semanas só nos amassos e beijos na boca, apenas insinuando o sexo.
ALERTA: Ele é um conquistador, só quer transar, nada mais.
Quem souber de mais algum Mané, não deixe de contar aqui!
bjs
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
A vida das "maridas"
Uma mensagem no celular:
- olá, C., aqui é L. Ligo para dizer que A. nao está bem de saúde e se nega a ir ao médico. Está com febre. Por favor, me ligue.
C. então para L. e pergunta o que aconteceu.
- A. está doente, nao quer ir ao médico e eu nao posso ir pois tenho medo do que seja e possa passá-lo ao meu filho.
- claro, estamos em época de gripes suínas, não dá pra vacilar. Mas vou ligar a ela e ver o que fazer, reforçar o alerta.
- Alô, A., soube que você está doente. Poxa, pega um táxi e vá ao médico agora.
A. responde:
- Não, não se preocupe, já me mediquei, e vou esperar até amanhã.
Depois de uma troca de sugestões do que era melhor fazer, C. explica a A. que também não pode levá-la porque está alguma virose que ainda nao sabe o que é, e seria perigoso para ambas por conta dos respectivos filhos. Mas C. desliga dizendo:
- Se você nao se cuidar, vou ligar para a T., que você sabe, é um general, e vai te dar mais broncas que eu.
- Obrigada, querida, C., eu te amo.
No dia seguinte C. ligo para A. e fica sabendo que estava bem melhor.
Um pouco mais tarde, C. comenta no msn com F. que estava preocupada com sua virose, que dependia de alguns exames. F., por sua vez, mãe de dois filhos, e gestora de três grandes projetos, não hesita em dizer:
- Se precisar, me chame, eu faço questão de ir com você.
Um dia antes, Tr., estava triste. Solteira e decepcionada com um amor vai-não-vai, que agora tomou outro rumo, outra parceira, e a desapontou pelo pouco-caso. C. deu todas as dicas de viagem para conhecer um lugar paradisíaco da Bahia, a fim de que ela se refizesse. Quando Tr. chegou lá, mandou um torpedo a C., gratíssima pelas dicas. Começava sua retomada com ajuda da Bahia de todos os santos.
As seis personagens aqui envolvidas têm entre 30 e 50 anos. Quatro são mães, cinco solteiras. Uma é noiva sem filhos - que dá bronca sempre que alguém reclama da falta de marido. Morou nos EUA e considera a sociedade brasileira tão machista a ponto de as mulheres se sentirem oprimidas por não lograrem encontrar um parceiro ou fazer um filho.
Todas aprenderam a se reconhecer nas demais e assim, fortaleceu-se o respeito pelo leão morto de cada dia, e criaram um canal de generosidade inconteste.
As mulheres muitas vezes se perdem correndo atrás do amor romântico, e nestes momentos dá para perceber o quanto são seres espontaneamente amorosos, que já vivenciam o amor de mãe, de amigas, de irmandade.
Tal qual o rei Roberto, que elegeu Erasmo Carlos seu irmão de fé, amigas verdadeiras se tornam irmãs, brincam de ser "maridas", em nome de proteger-se e reconhecer a dificuldade por oras de tocar a vida com tantas responsabilidades.
Se soubermos agradecer o que temos de bom - e amor entre amigas e mulheres é um presente poderoso - vamos relativizar os demais amores que esperamos.
Tive a sorte de experimentar amigas-irmãs desde cedo. E a cada ano que passa, outras aumentam esse grupo, que acabam compactuando com as anteriores e assim por diante.
Isso me lembra uma coisa que sempre invejei nos homens: a irmandade, o corporativismo entre eles, que está presente desde sempre, mais legitimado por eles mesmo, que sempre aumentaram a tese de que éramos competitivas. Nesse quesito a ética masculina de proteger seu igual é maior que o das mulheres sim. Mas isso não vale para todas as mulheres.
As mulheres na essência são muito solidárias entre si. É um presente, que talvez muitas pessoas passem nesta vida sem saber do que se trata.
Carla Jimenez
- olá, C., aqui é L. Ligo para dizer que A. nao está bem de saúde e se nega a ir ao médico. Está com febre. Por favor, me ligue.
C. então para L. e pergunta o que aconteceu.
- A. está doente, nao quer ir ao médico e eu nao posso ir pois tenho medo do que seja e possa passá-lo ao meu filho.
- claro, estamos em época de gripes suínas, não dá pra vacilar. Mas vou ligar a ela e ver o que fazer, reforçar o alerta.
- Alô, A., soube que você está doente. Poxa, pega um táxi e vá ao médico agora.
A. responde:
- Não, não se preocupe, já me mediquei, e vou esperar até amanhã.
Depois de uma troca de sugestões do que era melhor fazer, C. explica a A. que também não pode levá-la porque está alguma virose que ainda nao sabe o que é, e seria perigoso para ambas por conta dos respectivos filhos. Mas C. desliga dizendo:
- Se você nao se cuidar, vou ligar para a T., que você sabe, é um general, e vai te dar mais broncas que eu.
- Obrigada, querida, C., eu te amo.
No dia seguinte C. ligo para A. e fica sabendo que estava bem melhor.
Um pouco mais tarde, C. comenta no msn com F. que estava preocupada com sua virose, que dependia de alguns exames. F., por sua vez, mãe de dois filhos, e gestora de três grandes projetos, não hesita em dizer:
- Se precisar, me chame, eu faço questão de ir com você.
Um dia antes, Tr., estava triste. Solteira e decepcionada com um amor vai-não-vai, que agora tomou outro rumo, outra parceira, e a desapontou pelo pouco-caso. C. deu todas as dicas de viagem para conhecer um lugar paradisíaco da Bahia, a fim de que ela se refizesse. Quando Tr. chegou lá, mandou um torpedo a C., gratíssima pelas dicas. Começava sua retomada com ajuda da Bahia de todos os santos.
As seis personagens aqui envolvidas têm entre 30 e 50 anos. Quatro são mães, cinco solteiras. Uma é noiva sem filhos - que dá bronca sempre que alguém reclama da falta de marido. Morou nos EUA e considera a sociedade brasileira tão machista a ponto de as mulheres se sentirem oprimidas por não lograrem encontrar um parceiro ou fazer um filho.
Todas aprenderam a se reconhecer nas demais e assim, fortaleceu-se o respeito pelo leão morto de cada dia, e criaram um canal de generosidade inconteste.
As mulheres muitas vezes se perdem correndo atrás do amor romântico, e nestes momentos dá para perceber o quanto são seres espontaneamente amorosos, que já vivenciam o amor de mãe, de amigas, de irmandade.
Tal qual o rei Roberto, que elegeu Erasmo Carlos seu irmão de fé, amigas verdadeiras se tornam irmãs, brincam de ser "maridas", em nome de proteger-se e reconhecer a dificuldade por oras de tocar a vida com tantas responsabilidades.
Se soubermos agradecer o que temos de bom - e amor entre amigas e mulheres é um presente poderoso - vamos relativizar os demais amores que esperamos.
Tive a sorte de experimentar amigas-irmãs desde cedo. E a cada ano que passa, outras aumentam esse grupo, que acabam compactuando com as anteriores e assim por diante.
Isso me lembra uma coisa que sempre invejei nos homens: a irmandade, o corporativismo entre eles, que está presente desde sempre, mais legitimado por eles mesmo, que sempre aumentaram a tese de que éramos competitivas. Nesse quesito a ética masculina de proteger seu igual é maior que o das mulheres sim. Mas isso não vale para todas as mulheres.
As mulheres na essência são muito solidárias entre si. É um presente, que talvez muitas pessoas passem nesta vida sem saber do que se trata.
Carla Jimenez
domingo, 21 de junho de 2009
Olhos nos olhos para espantar o baixo-astral
Uma versão não tão conhecida, interpretada pela Fafá de Belém. Acho que ela escancara mais a alma feminina:
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Algumas coisas eu já entendi
Tem dias que você sai de casa e parece que uma luz vai acompanhando você. Nao importa em que canto da festa você esteja, tem sempre alguém bacana, ou o alguém que todo mundo queria, perto de você.
Definitivamente, há dias mais iluminados que outros. Aprendi a entender que o meu estado interno realmente vai refletir no que está lá fora. Definitivamente, é fácil entender isso agora quando sinto um sorriso espontâneo na alma. Difícil é quando tudo parecia cinza e carvão, porque era exatamente o que havia naquele instante.
A arte marcial te ensina a apreciar teu inimigo. É ele quem te faz crescer, é ele quem te mobiliza e te ensina o novo, inclusive a respeito de si mesmo.
Muitos ex gravam feridas profundas, tatuagens doloridas que custam a cicatrizar. Ai como dói dar-se conta que gastamos grande parte do nosso tempo fechando uma ferida involuntária. E que mais, aquele sentimento inerente de odiar teu algoz faz mal, veja você... a você mesmo.
Um aprendizado e tanto compreender que nessa luta nao se pode ter julgamento, porque todo sentimento de rechaço - legítimo, por vezes é antinatural nao odiar teu agressor - alimenta teu inimigo.
Então ele forçosamente vai te ensinar a dar espaço para os sentimentos mais "auspiciosos", como diz a novela.
É um caminho espinhoso, lento, demorado, porque é feito todo ele de pequenas sutilezas, que somadas, organizam um novo pensamento, um novo sentimento.
Numa leitura espiritual, são os carmas que precisam ser transformados ao longo da vida. Não tem jeito, eles estão ali. Eles nao sairão. provavelmente há um filho no meio que é maravilhoso porque metade dele foi feita pelo que está do outro lado da trincheira.
A caminhada é longa, é verdade, mas é bonita. É bonito aprender a ter paciência, a jogar fora preconceitos, nao mais da boca pra fora, mas de fato e de direito.
Nessa caminhada, alguns dias são iluminados, e temos de aprender a saborear os bons momentos... A apreciar a luz que atraímos quando não estamos olhando para o vazio...
Definitivamente, há dias mais iluminados que outros. Aprendi a entender que o meu estado interno realmente vai refletir no que está lá fora. Definitivamente, é fácil entender isso agora quando sinto um sorriso espontâneo na alma. Difícil é quando tudo parecia cinza e carvão, porque era exatamente o que havia naquele instante.
A arte marcial te ensina a apreciar teu inimigo. É ele quem te faz crescer, é ele quem te mobiliza e te ensina o novo, inclusive a respeito de si mesmo.
Muitos ex gravam feridas profundas, tatuagens doloridas que custam a cicatrizar. Ai como dói dar-se conta que gastamos grande parte do nosso tempo fechando uma ferida involuntária. E que mais, aquele sentimento inerente de odiar teu algoz faz mal, veja você... a você mesmo.
Um aprendizado e tanto compreender que nessa luta nao se pode ter julgamento, porque todo sentimento de rechaço - legítimo, por vezes é antinatural nao odiar teu agressor - alimenta teu inimigo.
Então ele forçosamente vai te ensinar a dar espaço para os sentimentos mais "auspiciosos", como diz a novela.
É um caminho espinhoso, lento, demorado, porque é feito todo ele de pequenas sutilezas, que somadas, organizam um novo pensamento, um novo sentimento.
Numa leitura espiritual, são os carmas que precisam ser transformados ao longo da vida. Não tem jeito, eles estão ali. Eles nao sairão. provavelmente há um filho no meio que é maravilhoso porque metade dele foi feita pelo que está do outro lado da trincheira.
A caminhada é longa, é verdade, mas é bonita. É bonito aprender a ter paciência, a jogar fora preconceitos, nao mais da boca pra fora, mas de fato e de direito.
Nessa caminhada, alguns dias são iluminados, e temos de aprender a saborear os bons momentos... A apreciar a luz que atraímos quando não estamos olhando para o vazio...
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Verde ou Vermelho? Amarelo...
Muitos anos atrás a minha primeira terapeuta falou o seguinte para mim "homens lêem os sinais femininos e homem bom não avança no sinal amarelo. homem "porcaria" é que avança"...
O que ela queria dizer com "homem bom" é homem bacana, que tá interessado em trocar uma idéia, conhecer você, se relacionar. "homem porcaria" queria dizer quem tá afim de nada, apenas de se dar bem naquele momento. ponto final.
Agora o que ela queria dizer com "sinal verde" e "sinal amarelo" já vai tomar um número maior de idéias... Até hoje tento prestar alguma atenção para entender melhor o que sejam esses sinais - sutis e tão eficazes ao mesmo tempo.
Quem sabe algum homem queira contribuir com a reflexão...
Sinal verde é aquela coisa que é sutil, sem dúvida, mas é encorajar o cara a chegar, sabem do que eu tô falando? Discutindo isso com as minhas amigas algumas vezes, chegamos a conclusão que poucas mulheres da nossa geração, sabem exatamente quais são esses sinais..
Antigamente - e será que ainda hoje? - era sorrir para ele, mexer no cabelo, olhar assim meio charmosamente e depois desviar o olhar, em suma...
Mas saber quais são os sinais não significa saber usá-los.... infelizmente!
E parece que temos por aí uma geração inteira de mulheres que fazem ar blasé a maioria das vezes e quando resolvem ser modernas, caem logo de boca...
E como disse essa minha terapeuta também outra vez: quem não escolhe, sai escolhido!
Beijinho,
Luiza
O que ela queria dizer com "homem bom" é homem bacana, que tá interessado em trocar uma idéia, conhecer você, se relacionar. "homem porcaria" queria dizer quem tá afim de nada, apenas de se dar bem naquele momento. ponto final.
Agora o que ela queria dizer com "sinal verde" e "sinal amarelo" já vai tomar um número maior de idéias... Até hoje tento prestar alguma atenção para entender melhor o que sejam esses sinais - sutis e tão eficazes ao mesmo tempo.
Quem sabe algum homem queira contribuir com a reflexão...
Sinal verde é aquela coisa que é sutil, sem dúvida, mas é encorajar o cara a chegar, sabem do que eu tô falando? Discutindo isso com as minhas amigas algumas vezes, chegamos a conclusão que poucas mulheres da nossa geração, sabem exatamente quais são esses sinais..
Antigamente - e será que ainda hoje? - era sorrir para ele, mexer no cabelo, olhar assim meio charmosamente e depois desviar o olhar, em suma...
Mas saber quais são os sinais não significa saber usá-los.... infelizmente!
E parece que temos por aí uma geração inteira de mulheres que fazem ar blasé a maioria das vezes e quando resolvem ser modernas, caem logo de boca...
E como disse essa minha terapeuta também outra vez: quem não escolhe, sai escolhido!
Beijinho,
Luiza
domingo, 29 de março de 2009
"Ele não está a fim" desvenda os homens em dois personagens
O filme Ele não está tão a fim de você (He's Just Not That Into You - Ken Kwapis) é uma comédia deliciosa e altamente instrutiva! Principalmente para nós mulheres, claro, românticas assumidas. Mas o lado masculino da situação - sim, eles também sofrem quando não queremos nada com eles - também é evidenciado e de um jeito bastante realista, digamos assim. Sem tantos estereótipos.
Dois personagens masculinos presentes na trama, se analisados com bastante propriedade, nos dão um verdadeiro mapa da mina para não mais cair em ilusões em relação aos homens. O primeiro é o corretor de imóveis, Connor. Ele, de tão enlouquecido pela professora de ioga (Scarlett), a ponto de aceitar seu comportamento volúvel em relação a ele, mostra com clareza como ficam os homens que realmente estão a fim de uma mulher.
Parece até chover no molhado, mas nunca é demais repetir a máxima das máximas: quando eles estão a fim eles não apenas telefonam, mas também fazem o que for preciso. Sem se preocupar se estão fazendo papel de idiotas. Eles realmente esperam. Esperam até a última gota de esperança que a mulher deixar escapar.
Nós mulheres vivemos caindo em ilusões porque custamos a admitir isso, o comportamento de Connor, como um comportamento masculino. Fazemos tudo para acreditar que os homens não são transparentes. Mas eles são sim. Nós é que não somos, aliás, quase nunca.
Por isso a Gigi, com toda a sua vivacidade e empenho na busca de um amor, é uma caricatura das mulheres. Há muito mais Connor por aí do que Gigi. Sei que muitas torcerão o nariz, mas meninas, nós mulheres jamais nos concedemos ter um comportamento tão honesto como o da personagem Gigi. Ela quebra a cabeça, se expõe, faz bobagens, mete os pés pelas mãos - mas ela mantém a todo o momento a fidelidade com ela mesma, com os sentimentos dela, sem vergonha do ridículo.
Um segundo personagem bastante instrutivo da mente masculina é o do marido (Cooper) que de repente vive um caso extraconjugal. Bem casado e aparentemente feliz com sua esposa, ele se deixa envolver por uma mulher exuberante que conhece no supermercado. A situação põe em evidência o tamanho da encrenca que pode se tornar um homem que se vê "eticamente" (e não pela óbvia razão da vontade própria) obrigado a assumir um casamento. E, sem dúvida, o quanto sua esposa na verdade é casada com a entidade "casamento".
Se Gigi é uma caricatura das mulheres, as personagens das duas Jennifers e a de Drew são absolutamente fiéis às personalidades femininas que a gente conhece e vê por aí todo dia. Basta prestar atenção.
Na contagem final, a caricatura masculina prevalece sobre a feminina no filme: dois para uma. O personagem Alex reforça o velho estereótipo do homem "pegador" que de repente se apaixona por quem menos espera e muda completamente (mas super vale acompanhá-lo, pois ele dá dicas preciosas!). Mas, sobretudo, o personagem do marido (que não é marido no papel) ma-ra-vi-lho-so vivido pelo gatíssimo Ben Aflleck vence qualquer disputa no quesito "ficção". Imaginem ter um homem lindo daquele, gostoso, fiel, apaixonado, prestativo, gentil, que pendura quadros e cuida do sogro doente e ainda aceita casar no papel com a esposa depois de 7 anos de união só para provar o seu amor por ela?? Fazfavor, né!
Dois personagens masculinos presentes na trama, se analisados com bastante propriedade, nos dão um verdadeiro mapa da mina para não mais cair em ilusões em relação aos homens. O primeiro é o corretor de imóveis, Connor. Ele, de tão enlouquecido pela professora de ioga (Scarlett), a ponto de aceitar seu comportamento volúvel em relação a ele, mostra com clareza como ficam os homens que realmente estão a fim de uma mulher.
Parece até chover no molhado, mas nunca é demais repetir a máxima das máximas: quando eles estão a fim eles não apenas telefonam, mas também fazem o que for preciso. Sem se preocupar se estão fazendo papel de idiotas. Eles realmente esperam. Esperam até a última gota de esperança que a mulher deixar escapar.
Nós mulheres vivemos caindo em ilusões porque custamos a admitir isso, o comportamento de Connor, como um comportamento masculino. Fazemos tudo para acreditar que os homens não são transparentes. Mas eles são sim. Nós é que não somos, aliás, quase nunca.
Por isso a Gigi, com toda a sua vivacidade e empenho na busca de um amor, é uma caricatura das mulheres. Há muito mais Connor por aí do que Gigi. Sei que muitas torcerão o nariz, mas meninas, nós mulheres jamais nos concedemos ter um comportamento tão honesto como o da personagem Gigi. Ela quebra a cabeça, se expõe, faz bobagens, mete os pés pelas mãos - mas ela mantém a todo o momento a fidelidade com ela mesma, com os sentimentos dela, sem vergonha do ridículo.
Um segundo personagem bastante instrutivo da mente masculina é o do marido (Cooper) que de repente vive um caso extraconjugal. Bem casado e aparentemente feliz com sua esposa, ele se deixa envolver por uma mulher exuberante que conhece no supermercado. A situação põe em evidência o tamanho da encrenca que pode se tornar um homem que se vê "eticamente" (e não pela óbvia razão da vontade própria) obrigado a assumir um casamento. E, sem dúvida, o quanto sua esposa na verdade é casada com a entidade "casamento".
Se Gigi é uma caricatura das mulheres, as personagens das duas Jennifers e a de Drew são absolutamente fiéis às personalidades femininas que a gente conhece e vê por aí todo dia. Basta prestar atenção.
Na contagem final, a caricatura masculina prevalece sobre a feminina no filme: dois para uma. O personagem Alex reforça o velho estereótipo do homem "pegador" que de repente se apaixona por quem menos espera e muda completamente (mas super vale acompanhá-lo, pois ele dá dicas preciosas!). Mas, sobretudo, o personagem do marido (que não é marido no papel) ma-ra-vi-lho-so vivido pelo gatíssimo Ben Aflleck vence qualquer disputa no quesito "ficção". Imaginem ter um homem lindo daquele, gostoso, fiel, apaixonado, prestativo, gentil, que pendura quadros e cuida do sogro doente e ainda aceita casar no papel com a esposa depois de 7 anos de união só para provar o seu amor por ela?? Fazfavor, né!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Universo masculino em palco paulista
Mal posso esperar para assistir à peça do Contardo Calligaris que estréia nesta quinta no teatro da Livraria Cultura. Sob o título "O Homem da Tarja Preta", o psicanalista, articulista da Folha de S.Paulo, promete retratar os dramas existenciais da identidade masculina.
Nem preciso falar que é programa obrigatório para quem gosta de teatro, dos textos do Calligaris e dos homens, claro!
Vamos reunir aqui os comentários de quem assistir? Gostou, não gostou, recomenda mesmo assim etc etc
Livraria Cultura - Conjunto Nacional Teatro Eva Herz
Av. Paulista, 2.073 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3170-4059.
Ingresso: R$ 20.
sábado, 14 de março de 2009
Adolescente com mais de 30
Tenho vivido aventuras divertidas nestas últimas semanas. Aventuras estas que meu filho nem pode desconfiar que as vivo... com que moral irei repreendê-lo caso se lance a desventuras como as minhas quando estiver um pouco mais velho. Ontem, por exemplo, saí às cinco da manhã de uma disco e perdi meu carro... não me lembrava em qual estacionamento havia parado, considerando meu estado etílico.
Até pouco tempo ainda ficava na neura das baladas. Ia, voltava, esperava algo acontecer, nada acontecia, ia embora frustrada. Ainda ia com a grinalda na mão, embora eu não percebesse.
Tudo muda quando você pára de ter essa expectativa e se entrega a viver o que tiver de ser, o que tiver de ter. "Às vezes é ir lá só pra bater bola na parede", disse sabiamente o outro dia a minha amiga. É verdade. Ninguém tem obrigação de se dar bem na balada todas as vezes. Por vezes é puro treino para tirar minhocas e fantasmas, ser cortês com os moços, e ficar atenta para quando o jogo for oficial e o gol cair no nosso colo.
Tenho vivido a adolescência de novo. Talvez, porque na minha época de adolescente eu não a tenha vivido inteira. A hora de errar, de experimentar, de se jogar. Fiquei bem presa ao meu foco na carreira. Tanto assim que me casei aos 30, seguindo o manual da mulher-moderna. Mal sabia eu que não estava fazendo nada demais. Continuava a seguir regras. Agora do mundo moderno. Mas eram regras. Ah, perto dos 30? Tem de casar. É a regra da minha geração.
Por que alguém não pode encontrar seu par com 35? com 40? Porque a sociedade é muito cruel com quem escolhe esse caminho. Aliás, quem chega a essa idade solteiro e está ansioso é porque se deixou levar e não cuidou de se amar até chegar a essa idade. Agora, espera com outra alma preencher o vazio da sua...
No livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, André Comte-Sponville escreve "Os certinhos são como crianças grandes bem comportadas demais, prisioneiras das regras, enganadas quanto aos usos e ás conveniências. Faltou-lhes a adolescência, graças à qual nos tornamos homens e mulheres.. a adolescê cia que só ama o amor, a verdade e a virtude".
O que evolui profissionalmente, me faltou no lado pessoal. Faltou-me mais adolescência, mais amor, mais sofrimento. Poupei-me de tudo, segui as regras, segui o padrão, o clichê...
Mas nada está perdido, ao contrário. Sorte de quem se percebe e se entrega a este exercício de aprender ainda que seja a esta idade. Somos todos crianças grandes, e homens e mulheres carecem de uma adolescência emocional na tentativa de se proteger do sofrimento. Pois não existe vida sem dor, mas a geraçao fluoxetina não deixa.
E arrisco a dizer que isso é mais sério para as mulheres... educadas para serem certinhas, que não sejam chamadas de galinhas...
Admiro a nova geração feminina, muito mais resolvida, atrevida, atirada, que já vive experiências inclusive com mulheres em suas adolescência, apenas para experimentar e romper com os padrões que nós criamos. Claro que elas também vão errar ao transformar a transgressão em regra, e poderão se dar conta quando estiverem com mais de 30...
mas aí elas que montem seus blogues, ou o que o futuro lhes proporcionar, para fazer sua revisão dos 30.
Beijos, Cris.
Até pouco tempo ainda ficava na neura das baladas. Ia, voltava, esperava algo acontecer, nada acontecia, ia embora frustrada. Ainda ia com a grinalda na mão, embora eu não percebesse.
Tudo muda quando você pára de ter essa expectativa e se entrega a viver o que tiver de ser, o que tiver de ter. "Às vezes é ir lá só pra bater bola na parede", disse sabiamente o outro dia a minha amiga. É verdade. Ninguém tem obrigação de se dar bem na balada todas as vezes. Por vezes é puro treino para tirar minhocas e fantasmas, ser cortês com os moços, e ficar atenta para quando o jogo for oficial e o gol cair no nosso colo.
Tenho vivido a adolescência de novo. Talvez, porque na minha época de adolescente eu não a tenha vivido inteira. A hora de errar, de experimentar, de se jogar. Fiquei bem presa ao meu foco na carreira. Tanto assim que me casei aos 30, seguindo o manual da mulher-moderna. Mal sabia eu que não estava fazendo nada demais. Continuava a seguir regras. Agora do mundo moderno. Mas eram regras. Ah, perto dos 30? Tem de casar. É a regra da minha geração.
Por que alguém não pode encontrar seu par com 35? com 40? Porque a sociedade é muito cruel com quem escolhe esse caminho. Aliás, quem chega a essa idade solteiro e está ansioso é porque se deixou levar e não cuidou de se amar até chegar a essa idade. Agora, espera com outra alma preencher o vazio da sua...
No livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, André Comte-Sponville escreve "Os certinhos são como crianças grandes bem comportadas demais, prisioneiras das regras, enganadas quanto aos usos e ás conveniências. Faltou-lhes a adolescência, graças à qual nos tornamos homens e mulheres.. a adolescê cia que só ama o amor, a verdade e a virtude".
O que evolui profissionalmente, me faltou no lado pessoal. Faltou-me mais adolescência, mais amor, mais sofrimento. Poupei-me de tudo, segui as regras, segui o padrão, o clichê...
Mas nada está perdido, ao contrário. Sorte de quem se percebe e se entrega a este exercício de aprender ainda que seja a esta idade. Somos todos crianças grandes, e homens e mulheres carecem de uma adolescência emocional na tentativa de se proteger do sofrimento. Pois não existe vida sem dor, mas a geraçao fluoxetina não deixa.
E arrisco a dizer que isso é mais sério para as mulheres... educadas para serem certinhas, que não sejam chamadas de galinhas...
Admiro a nova geração feminina, muito mais resolvida, atrevida, atirada, que já vive experiências inclusive com mulheres em suas adolescência, apenas para experimentar e romper com os padrões que nós criamos. Claro que elas também vão errar ao transformar a transgressão em regra, e poderão se dar conta quando estiverem com mais de 30...
mas aí elas que montem seus blogues, ou o que o futuro lhes proporcionar, para fazer sua revisão dos 30.
Beijos, Cris.
domingo, 8 de março de 2009
Solteira por opção
Claudia (nome foi trocado a pedido da entrevistada) já passou dos 40, dos 41, dos 42... Sua vivacidade e bom-humor, no entanto, garantem uma aura de juventude muito pouco vista em meninas de 20 e poucos. Boa formação acadêmica e cultural, situação financeira estável. Ficou casada por 20 anos, seus filhos já são praticamente adultos. Ela reforça o dito popular de que juventude não tem nada a ver com idade. E mais: entir-se jovem com experiência, é tudo, meninas! Aproveitem:
Há quanto tempo você se separou? Pretende casar de novo?
Eu me separei há 4 anos, mas deveria ter feito 10 anos antes. Sinto que arrastei minha vida por 10 anos, isso não é nada bom. Não pretendo casar de novo, morar com um homem e acabar envelhecendo com um senhor acima do peso que se joga no sofá, na bebida ou nos remédios para eu cuidar. Já criei meus filhos. O que quero agora é namorar, costumo dizer que quero diversão, amor e arte.
Você costuma sair com homens mais novos. É uma opção sempre?
Sim, saio com homens mais novos que estão interessados no mesmo que eu, ou seja, viver com alto astral e liberdade. Mas não descarto os mais velhos, desde que não tragam junto suas bagagens pesadas de relacionamentos anteriores, o que invariavelmente acontece.
Acha que as mulheres devem ser diretas na abordagem?
Sim e não. Depende do que você quer. Quanto mais você sabe o que quer, mais fácil fica se relacionar e encontrar homens que queiram o mesmo que você. Quem já passou dos 30, dos 40, não pode mais agir como quem tem 20. Não somos mais ingenuas nem meiguinhas a ponto de ficar esperando atitudes masculinas sempre. Somos mulheres resolvidas, gostamos sim de namoro e de sexo, não temos por que não evidenciar isso.
Você sai? Vai a baladas? Onde conhece seus casos/namoros?
Claro que saio. Não adianta ficar em casa, a vida acontece lá fora. Vou a todos os lugares, sem preconceito. Do boteco da periferia ao bar chique dos jardins. E conheço pessoas dos mais variados níveis de renda e escolaridade. Adoro conhecer gente de tudo quanto é tipo.
Você espera que o homem sempre pague a conta?
Não. Se ele quiser ou puder pagar, ótimo. Se não, nunca pago sozinha. Sempre divido. Isso é uma dica muito importante, para o mocinho não encostar em você de vez pensando: "essa balzaca ou coroa é a minha sorte grande!".
Por que decidiu ficar solteira, ao contrário de tantas mulheres que querem casar de novo?
Simples. Descobri que vivo muito bem comigo mesma. Tenho meus filhos, tenho meus interesses, gosto de fazer várias coisas independentemente se tenho um homem do lado ou não. Mas não abro mão do namoro, do jogo de sedução saudável, de dormir junto, de me arrumar para um homem, coisas que quase sempre a intimidade cotidiana de um casal que mora junto tende a banalizar e até a destruir. Solteira é um estado de espírito. Não basta estar, é preciso sentir-se - isso faz toda a diferença.
Qual a pior mancada que uma mulher separada pode dar?
Transar com o ex-marido. Esse deveria ser um "pecado capital". É deprê total. Tem um livro que eu não li, mas o título diz tudo: "Quando termina é porque acabou". Gente, bola pra frente, ex-marido já foi, a vida mudou.
Há quanto tempo você se separou? Pretende casar de novo?
Eu me separei há 4 anos, mas deveria ter feito 10 anos antes. Sinto que arrastei minha vida por 10 anos, isso não é nada bom. Não pretendo casar de novo, morar com um homem e acabar envelhecendo com um senhor acima do peso que se joga no sofá, na bebida ou nos remédios para eu cuidar. Já criei meus filhos. O que quero agora é namorar, costumo dizer que quero diversão, amor e arte.
Você costuma sair com homens mais novos. É uma opção sempre?
Sim, saio com homens mais novos que estão interessados no mesmo que eu, ou seja, viver com alto astral e liberdade. Mas não descarto os mais velhos, desde que não tragam junto suas bagagens pesadas de relacionamentos anteriores, o que invariavelmente acontece.
Acha que as mulheres devem ser diretas na abordagem?
Sim e não. Depende do que você quer. Quanto mais você sabe o que quer, mais fácil fica se relacionar e encontrar homens que queiram o mesmo que você. Quem já passou dos 30, dos 40, não pode mais agir como quem tem 20. Não somos mais ingenuas nem meiguinhas a ponto de ficar esperando atitudes masculinas sempre. Somos mulheres resolvidas, gostamos sim de namoro e de sexo, não temos por que não evidenciar isso.
Você sai? Vai a baladas? Onde conhece seus casos/namoros?
Claro que saio. Não adianta ficar em casa, a vida acontece lá fora. Vou a todos os lugares, sem preconceito. Do boteco da periferia ao bar chique dos jardins. E conheço pessoas dos mais variados níveis de renda e escolaridade. Adoro conhecer gente de tudo quanto é tipo.
Você espera que o homem sempre pague a conta?
Não. Se ele quiser ou puder pagar, ótimo. Se não, nunca pago sozinha. Sempre divido. Isso é uma dica muito importante, para o mocinho não encostar em você de vez pensando: "essa balzaca ou coroa é a minha sorte grande!".
Por que decidiu ficar solteira, ao contrário de tantas mulheres que querem casar de novo?
Simples. Descobri que vivo muito bem comigo mesma. Tenho meus filhos, tenho meus interesses, gosto de fazer várias coisas independentemente se tenho um homem do lado ou não. Mas não abro mão do namoro, do jogo de sedução saudável, de dormir junto, de me arrumar para um homem, coisas que quase sempre a intimidade cotidiana de um casal que mora junto tende a banalizar e até a destruir. Solteira é um estado de espírito. Não basta estar, é preciso sentir-se - isso faz toda a diferença.
Qual a pior mancada que uma mulher separada pode dar?
Transar com o ex-marido. Esse deveria ser um "pecado capital". É deprê total. Tem um livro que eu não li, mas o título diz tudo: "Quando termina é porque acabou". Gente, bola pra frente, ex-marido já foi, a vida mudou.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Jogando fora a grinalda...
... já haviam me dito que mulher em busca de relacionamentos se deixa trair pelo neon na testa. "Quero um namorado, quero um homem que me assuma, quero um novo marido" se reflete em letras garrafais em nossa linda testinha, nao importa quão blasé for nosso olhar. Nao precisa exprimir meia palavra. Nos denunciamos pelo timing da respiração, pelhos olhos lânguidos, pelo passo ensaiado das mãos e pernas.
incrível, há quatro anos sem assumir uma nova relação, só me dei conta agora que ainda estou viúva do meu fracasso, carente de uma nova história, que encaixe no buraco que ficou na primeira.
Tudo loucura. quem disse que algo vai preencher alguma coisa? Quem disse que a fôrma bate com as novas possibilidades? quem disse que eu terei uma nova história e nao duas, três, oito novas histórias?
O mais difícil para esta nova fase é compreender que nao há nada de errado, que está tudo certo, que mesmo que pareça uma obra sacana do mundo machista eu estar enroscada com atraso na mensalidade da escola, lição do filho, compras por fazer, tudo isso nao quer dizer nada além do que é . Coisas que são de gente casada ou solteira.
Por isso, decidi que vou jogar fora a grinalda que ainda carrego na mão à espera do próximo candidato. Isso só tem me atrapalhado. Nao tenho sentido ou absorvido o de melhor que esta fase - e esta idade - podem me proporcionar.
Simplesmente parei de correr de atrás. Como é difícil confiar, mas de fato, eles vêm atrás. Eles vão cutucar a sua testa e você nao precisa contar que o neon está sem pilha somente. Só nao precisa cegar os potenciais candidatos com seus desejos mais íntimos...
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Alerta para overdose de SMS!

É impossível não reconhecer como a era digital favorece também o campo dos relacionamentos. Namorar e paquerar hoje em dia ficou mais divertido. Se antes tudo o que deixava nosso coração um poço de ansiedade era aguardar um simples telefonema, agora essa ansiedade é um pouco mais distribuída já que o chamado pode vir via email, orkut, msn, facebook, twitter e o mais popular de todos: mensagens SMS.
O que ocorre, porém, é que a sigla em inglês, que define o objetivo dessa forma de comunicação (short message) pelo que me parece vem sendo fortemente ignorada pelos homens e mulheres em relacionamento, digamos assim.
Que delícia logo de manhã seu celular apitar para dizer: "Oi, tenha um bom dia, amo você!" Ou, menos pretensioso, vai: "Oi, tenha um bom dia, sonhei com você ontem". Ou até carinhoso: "Oi, tenha um bom dia, espero te ver de novo". Isso porque o SMS é fantasticamente interessante quando é bem usado. Sem dúvida.
O que venho notando, porém, é que o SMS vem encobrindo uma dificuldade de se relacionar - não só dos homens, já me convenceram que as mulheres também o fazem. Onde já se viu marcar um encontro usando mais de 8 mensagens SMS? Por que não ligar e falar diretamente? Tem gente que até "discute a relação" via SMS! Ou então, pior, briga por SMS!! Tudo bem que uns pode dizer que em caso de briga isso evita violência física, mas, péra aí, ne gente? Onde vamos parar? Se não estamos conseguindo nem mais falar o que gostamos ou não gostamos diretamente nos olhos da pessoa amada? Ou namorado, ficante, paquera, prospect... o que for?
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Ano novo sem sapos!

Nada melhor que um novo ano pra gente se encher de planos e promessas com a gente mesma, não? Emagrecer, encarar a academia, viajar mais, começar o curso de dança de salão etc etc e por aí vai. Entra ano, sai ano e a gente sempre se impondo melhorias. Sem problemas, afinal, ano novo serve pra que mesmo?
Só que 2009 traz uma proposta nova! Além de todas as outras "velhas" já citadas que continuam valendo, lógico. A questão da hora agora é: espantar o(s) sapo(s) - já vou lembrando do plural pois quase nunca a gente tem só um...
Já foi logo pensando no famoso sapo-barbudo? Ou o sapo que a gente tem do lado e nunca vira príncipe? Não, queridas, não é nada disso. O sapo em questão é aquele mais horroroso e chato de todos. Aquele que a gente engole!!! Ai, que indigestão! Engole às vezes sem querer, por total incapacidade momentânea de o cérebro reagir de outra forma. Engole também por querer, por total incapacidade constante de o cérebro reagir da forma que você queria.
E esse sapo é ainda mais indigesto quando tem a ver com homens. Ai, que lástima. Só para ficar claro do que exatamente estou falando, vamos a algumas situações:
1) Vocês tiveram uma noite ma-ra-vi-lho-sa a dois, em todos os sentidos. O cara pegou seu telefone e vc o dele. Dia seguinte: nada, ele não liga. No próximo: também não liga. Você: deixa por isso mesmo e tenta esquecer =SAPO
2) Vocês estão juntos há 3 meses. Saem, vão a barzinhos, cinema, ficam na casa dele namorando, conversam sobre a vida e compartilham idéias e afinidades. De repente, vc precisa viajar a trabalho: 20 dias fora. Quando volta, cheia de saudade, o cara se mostra muito "atarefado" para poder te encontrar. Você compreende. Espera. Telefona. E ele não retorna. Depois da quinquagézima nova tentativa de falar com ele, você desiste de procurá-lo=SAPO
3) Ele parecia ser um cara diferente. Queria conhecer você, saber o que você gosta, o que você faz nas horas vagas. Se interessou pelo seu enfadonho dia-a-dia, até porque o dele também era. Não quis transar logo de cara, pois o importante pra ele era investir numa relação mais profunda. Quando não estavam juntos, telefonava sempre. Às vezes mais de duas vezes por dia. Até que de repente - não mais que de repente - ele vem com um papo esquisito...um problema de família. Está preocupado. Você, super companheira, procura ajudá-lo com palavras de conforto. Ok, mas o cara desaparece. Sem nenhuma explicação. Como não havia tanto envolvimento assim, nem emocional nem sexual, você deixa de lado e esquece=SAPO
Perceberam? Que tal a gente eleger 2009 para dar um basta em todas essas engolidas de SAPOS e se posicionar? Dizer um "basta" a esse tipo de reação passiva? Afinal, temos que agir de forma compatível com o que somos - ou queremos ser! Por que simplesmente "aceitar" um comportamento fim-da-picada desses homens? Pode até parecer óbvio, porém eliminar os SAPOS nos relacionamentos com os homens é algo bem difícil de praticar. Mas vale a pena. O bem-estar agradece!
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