segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tempo está na moda novamente. Ou será que sempre esteve?

Já dizia o Caetano na música: "Tempo, Tempo, Tempo, Tempo... Entro num acordo contigo..."
Por que é sempre tão difícil ficar em paz com o tempo? Custamos a aceitá-lo tal como é. Talvez porque a própria vida cotidiana conspire a favor da ansiedade e da rapidez, como se tudo - absolutamente tudo - se resolvesse num piscar de olhos. No trabalho precisamos ser cada vez mais eficientes, não é mesmo? E cuidar da rotina da casa e dos filhos requer muita, mas muita agilidade!
Só que as relações amorosas, ao contrário, andam na contramão dessa agitação toda. Apaixonar-se à primeira vista é normal, claro, mas tranformar essa paixão em algo consistente, em que a vontade de estar sempre junto de repente apareça é algo que leva... tempo! Paciência é sim uma virtude, e bem difícil de se atingir.
Precisamos do tempo também para nos conhecer e poder valorizar nossos pontos fortes. Entender a razão de nossas escolhas...
Tempo, ainda, para pensar em como retardar a chegada das abomináveis linhas de expressão. Sim, toda mulher interessante se cuida e isso independe de aceitar os benefícios da maturidade.
Sei que falar é fácil, eu mesma vivo para aprender a me relacionar com o tempo.
Quer fazer um exercício? Tente ouvir e aproveitar a Oração ao Tempo, do Caetano, observe se consegue se concentrar e curtir o tempo da música que a deixa lenta, leve e tranquila... exatamente como deve ser uma relação de amor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Conquistar ou ser conquistada - o que queremos, afinal?

Já sei. Leu o título e pensou: nossa, que bobagem, é óbvio que queremos ser conquistadas!
Será???
Sim, claro que gostamos das investidas sedutoras de um homem, afinal, elas fazem bem demais ao ego, nos deixam animadas, confiantes, cheias de energia até - sem exagerar. E, sinceramente, gente, tem uma questão básica aí que muitas vezes a gente tenta renegar. To falando da natureza humana mesmo, das diferenças entre homem e mulher, já passamos da fase boboca feminista de achar que somos todos iguais e teríamos que ter os mesmos papéis. Nem pensar!
Homem tem sim que convidar a mulher para sair, pensar num lugar legal e não ficar esperando que ela decida... tem também que lavar o carro (claro!) e pagar a conta!
E nós, temos que aprender a deixar que tudo isso aconteça! Quantas vezes ficamos cheias de dúvidas se tomamos ou n
ão a iniciativa, já que ele demora taaaaaaanto pra ligar (eita ansiedade!). E se devemos dividir a conta, já que ele provavelmente ganhe o mesmo (ou menos) que vc...
Pois é. Quando não deixamos que tudo isso aconteça naturalmente, na verdade estamos nós querendo conquistar. Querendo cercá-lo de todos os modos como se isso garantisse que ele vai gostar (ou melhor, se interessar de verdade) por nós.
Voltando a natureza humana que muitas vezes queremos ignorar: os homens só d
ão valor ao que eles conquistam. E pronto, gente. Vamos lembrar disso?
'E cruel? Diante de tantos avan
ços e conquistas pelos quais as mulheres passaram ao longo dos tempos? Talvez seja mesmo. Mas, meninas, não se enganem. Isso não muda nunca. Uma "regra" para todo o sempre.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pensando como homem ou... basta de machismo?

Mulheres podem também querer só sexo? Bom, deixa explicar, o que eu quis dizer é se nós, mulheres, conseguimos mesmo bancar uma relação (nem sei se esse seria o nome) baseada em apenas sexo.
Os homens conseguem isso com mais facilidade. Claro, somem nos dias seguintes porque morrem de medo de que aquela noite ótima - ou dia - se transforme de repente num cotidiano de insatisfações e cobranças. Resumindo: eles não querem namorar, querem manter a vida sem qualquer compromisso o máximo que puderem.
Claro que não estou generalizando. Lógico que alguns homens querem e buscam uma namorada, não têm essa visão distorcida de namoro. E vejam, hoje são vários os meios possíveis para isso, vale ler a reportagem da Época: "Amor nos tempos de Internet".
Voltando à questão que eu iniciei. Se o cara mexe com a gente, mas não a ponto de a gente idealizar um par romântico, mas sim um parceiro sexual. Vale a pena levar adiante essa idéia? Conseguiremos separar as coisas sempre? Da mesma forma que os homens dizem: mulher pra casar e mulher pra trepar? Pois é. Imagine a situação: não é só porque ele não quer namorar, é porque realmente ele não é o cara que a gente gostaria de ter ao lado. Sim, ele é boa pinta, simpático, bem humorado e está relativamente bem na profissão. Só que, tem algumas características nele que a gente sabe que não vão combinar com a gente. Prevendo o futuro eu?? Talvez. Mas a vontade de estar com ele fisicamente é avassaladora...
Será que nós mulheres conseguimos isso? Ou vou acabar me apaixonando?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Por que os "roubadas" mexem tanto com a gente?

Bom, pessoal, a conversa dos "certinhos" foi ótima! Muita opinião bacana, desde gente dizendo que não vê nenhum problema no cara que não bebe até mais gente ainda dizendo que nós mulheres gostamos de caras surpreendentes, capazes de algumas loucurinhas por nós....

Pois é, eu compartilho dessa última opinião. Sempre que me deparo com um cara que me causa algum encantamento, ele nunca é "certinho". Ou fuma demais, ou bebe demais, ou é esquecido, confuso, fala deliciosamente palavrão atrás de palavrão (mas de um jeito charmoso e másculo...), te olha como se fosse te engolir, pega em vc enquanto conversa... ai ai ai sem falar nos acessórios tipo tatuagens, piercings (já fiquei com um que tinha na língua... o máximo, diga-se de passagem...rs).

Esses caras, geralmente são bom papo, envolventes, charmosos (nem precisam ser tão bonitos), gentis com vc (isso é característica crucial) e o melhor: têm pegada, beijo e todo o resto impecáveis, praticamente profissionais do sexo! Pronto. Caímos. São os "roubadas"...

Roubadas por que por eles ficamos de quatro (em todos os sentidos...). Nosso encantamento é explícito quando falamos nele. Estar com ele seja onde for é o melhor coisa que a gente tem para fazer - sempre (aliás, o que mais tem pra fazer mesmo?). Imediatamente já imaginamos um futurinho, "inho" mesmo, pois nos tempos atuais não dá pra ir muito longe (disso temos consciência..). Mas invariavelmente nem esse "inho" a gente consegue ter. O que eles nos dão nunca é o tamanho do "inho" que a gente imaginava, é sempre MENOS.

Ou eles aparecem quando querem pois morrem de medo de a ficada (caso) virar namoro. Ligam só no dia que realmente querem sair com a gente (se vc não puder, babáu, senta e espera quem sabe um dia...). No fundo, eles sabem que exercem um fascínio sobre nós.

E nós, literalmente, ficamos rendidas... eita como é difícil não ficar completamente tomada pelos "roubadas"... por que será???

domingo, 23 de agosto de 2009

Por que não gostamos dos certinhos?

Ok, pessoal. Chegou o momento. Evitamos ao máximo falar sobre esse assunto. Quase um tabu. Mas, lanço aqui um desafio: convido a todas a escreverem aqui a resposta para a pergunta do título. Blogueiras de outros blogs, por favor, deixem links se já escreveram sobre isso. Leitoras sem blog, please, deixem comentários. Quem sabe conseguimos entender um pouco mais porque esse mecanismo acontece tanto conosco.
Ah, claro! As que gostarem dos certinhos, podem aproveitar e se justificar. Não deixem de fazer essa boa ação e quem sabe dar uma chacoalhada na gente, né?

Bom, no meu caso, não gosto mas me sinto culpada por não gostar. Culpada por mim mesmo comigo. "Isso! Agora guenta e se morde pelo cafa que nem te liga!" Penso sempre quando dispenso um certinho e corro feito louca para os braços (e todo o resto do corpo) daquele que de cara vc já sacou que tá longe de ser certinho...
Mas, gente, sem brincadeira. Dá pra ficar com homem que não bebe? Tudo bem que não nasci pra mulher que cuida de homem de porre, mas, gente, sair com um cara e ele pedir suco de laranja??? Socoooooorro.
Outra coisa insuportável nos certinhos é a resposta E-X-A-T-A para toda e qualquer pergunta que vc faça! Se ele ficou gripado na semana, por exemplo, e vc faz a inocente pergunta: "como vc tá?", ele logo vai dizendo o nome e a hora dos remédios que tomou, que vai ter que ir a um médico se cuidar, que precisa voltar aos exercícios regulares e etc etc etc
Tem também o certinho que só fala de trabalho. Puta saco! Como não tem outro assunto mais interessante só fica falando das suas conquistas profissionais da semana e todos os MBAs que pretende fazer...
Ah, e certinho que é certinho, raramente te olha com aqueles olhos devoradores e fala aquelas obscenidades eróticas que toda mulher gosta de ouvir (muitas não admitem, mas que gostam, gostam)...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ih, "fu..."

Bastou apenas um segundo. Um mísero instante de um olhar pra ver que todos aqueles "novos" conceitos já estavam indo por água abaixo...

Explico: química pura. Só entende quem já sentiu isso alguma vez nessa vida. E aí não importa se é solteira, casada, separada ou viúva. Você mal conhece o cara, nunca tinha visto, na verdade, tão de perto, mas assim que você olha pra ele, pronto. A frase do título invade a mente...

Até procurei um termo mais "formal" que pudesse ser também fiel ao que quero dizer. Não encontrei. Mas como somos todas meigas (e já passamos dos 30...) achei mais conveniente, para o propósito deste blog, deixar que cada leitora veja lá - ou melhor, sinta - o âmago do que esse óbvio título quer dizer quando o assunto é química sexual.

E não adianta lembrar dos combinados todos até aquele momento. Eles parecerão inúteis e mesmo tolos tamanha força avassaladora com que o sentimento invade seu corpo. E, é bom ressaltar, nem precisou haver um toque sequer pra sacar isso.

Sabe o que o Chico diz quando canta que "todos os avisos não vão evitar"? É isso. Tudo o que você já tinha resolvido consigo mesma (chega de sexo sem sentimento, basta de casos sem profundidade, queremos companheirismo e paz). Doce ilusão. Subitamente a consciência entra em férias. Férias forçadas. Férias acumuladas, whatever... Aquelas certezas todas - por mais pertinentes que pareçam - são invadidas pelo que não tem decência nem nunca terá e também não tem censura nem nunca terá.

Como se não bastasse, ainda teve o beijo - escandalosamente delicioso, inacreditavelmente perfeito. Sem mais palavras.

Como é bom não ter juízo...

beijinhos

fds no Rio

Nada como mudar de ares!!! Passei o fds no Rio de Janeiro e foi mto bom, mto melhor do que eu epserava...Bom pra lembrar que ainda estou na ativa, bom pra ver que apesar dos quase 40 ainda tem gente na faixa dos "inta" que olha e gosta da gente...e pra ver que tem mta menininha que qdo chegar na gente não sei se vai dar conta não...rsrs

Sem falsa modéstia, foi um fds revigorante, em vários sentidos..mas o que registro aqui é que no sentido "mulher separada com mais de 30 e quase 40, mãe e profissional e que acabou de perder uns quilinhos (alguns pq fez dieta, outros pq teve um problema de saúde)" , foram dias especialmente bons...alguém de fora me fez sentir muitíssimo bem comigo e minhas encanações...ainda por cima ganhei um beijo delicioso....

Olha gente, eu precisava de um fds desses...do beijo que ganhei...de um cara que me dissesse o que eu ouvi...é sempre bom pra gente lembrar que está viva e que tem gente que se encanta...não é pra casar, é pra fazer bem..ele pelo menos acho que foi só pra isso...mas confesso que não quero me casar de novo..então....rs

Bom, foi isso....ainda estou sob os efeitos..rsrs

beijinhos pra todos

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Vergonha do porteiro

Morar em prédio não é das opçoes mais confortáveis de se viver. Trocar quintal, varanda e jardim por um espaço - nem sempre "digno" desse nome - dividido em cômodos chamado de apartamento .

Mas o pior de tudo nem é isso. O pior é a vida big brother que se leva cotidianamente. Além de câmeras monitorando todos os seus movimentos pelas ditas "áreas comuns", ainda se tem a câmera humana do olho do porteiro...

Ok, você pode estar pensando que vergonha do porteiro deve ser uma das coisas mais absurdas que uma pessoa pode sentir. No fundo eu também acho. Mas não tem jeito, eu tenho vergonha #prontofalei.

Mesmo com o revezamento de horários, geralmente os prédios têm o mínimo de 3 porteiros por dia, um em cada período, sendo o da noite o mais "temido". Claro! É bem no horário dele que a vida de mulher acontece. Mulher que a luz do dia mascara como simples mãe de família, profissional e tal diante de todos os demais moradores. Até quando o bonitão vem trazer de manhã depois de passar a noite com ele, fica parecendo que você já foi logo cedo a algum lugar que não um motel (se você não estiver de cabelos molhados, obviamente...).

É, portanto, à noite que temos prova dos nove. Quando testamos nosso grau de independência ideológica e verificamos nosso índice de "bem-resolvidismo" postural. É... bem naquela hora que a amiga chega para te dar uma carona pra balada. Cada dia é uma e cada vez mais tarde o horário de saída. Mas o mais complicado mesmo são os - inúmeros - homens que a gente vai conhecendo por essas saídas afora e com quem, inevitavelmente, acabamos marcando um primeiro encontro. Afinal, esperança é a última que morre...

A cada novo "pretê" que aparece pra me pegar em casa, não consigo evitar de lembrar ou contar mentalmente quantos homens e carros diferentes já pararam na frente do meu prédio. E o pior de tudo é que alguns desses homens - a imensa maioria - nao passa de uma única saída. Por isso, a neura da mãe de família vem à tona: "ele (o porteiro) vai pensar que me separei pra cair na gandaia e trocar de homem toda semana! E eles vêem os meus filhos todo dia por aqui brincando!"

Dane-se o porteiro e todos! Super fácil de pensar e dizer isso no nível racional. As amigas ainda tentam ajudar:
" ah, e ele vai saber se é seu amigo, primo, o que o valha?"
" deixa disso, levanta a cabeça, olhe com firmeza e diga boa noite!"

Ok, prometo melhorar! Assim que eu me mudar pra uma casa!

sábado, 11 de julho de 2009

Identificando "manés"

Uma das coisas mais divertidas de quando se fica solteira - mesmo que contra nossa vontade - é sentir-se disponível para receber olhares, cantadas e piropos. Nada faz tão bem à autoestima do que constatar que o flerte partiu de um homem interessante (leia-se forte, bonito, charmoso e gostoso). Ah, tudodebompontocompontobr!

Nesse contexto, porém, como n
ão poderia deixar de ser, o perigo normalmente mora ao lado... é minha gente... O mundo lá fora (leia-se dos não casados) anda muito perigoso e cheio de de "manés". O sábio ditado já dizia que quem vê cara não vê coração, mas basta estarmos com o grau de carência um pouco elevado no momento para cairmos no conto do primeiro mané que aparece.

N
ão tem jeito, mulher sozinha atrai os manés, somos como ímas, é incrível, já repararam? Se disser que é separada ainda, nossa, o mané vibra! Ah, só é bom salientar que mané é questão de personalidade, nada a ver com nível social, profissão e muito menos idade.

Mas a boa notícia é que identificar manés é bem fácil se não estamos a fim de nos iludir. Vamos a alguns deles:

Mané executivo
- É aquele (ou aqueles) que, na mesa ao lado no bar com outros homens, num provável "happy hour da firma", claramente olham e falam sobre você e/ou sobre suas amigas, riem, e ficam disputando quem vai ser o escolhido para "chegar junto". Normalmente est
ão de terno ou camisa, com ou sem gravata e até aparentam ser sérios e bem de vida.
ALERTA: Homem que vale a pena n
ão se aproxima assim de uma mulher

Mané under age
- É aquele que quase sempre está de boné, tênis, bermud
ão ou correntinha grossa no pescoço. Costuma ser confiante e encara sozinho falar com você, geralmente fazendo alguma pergunta que já sabe a resposta, se achando "super estrategista".
ALERTA: Ele pode até ser fofinho, mas vai querer dividir o motel

Mané maduro
- Talvez o mais difícil de identificar, pois aparenta ser bem de vida, resolvido, gentleman e essas coisas que nós dizemos que queremos num homem. Mas assim que ele se aproxima, fica te secando de cima a baixo enquanto fala sobre sua bem-sucedida vida profissional e pessoal, as viagens que fez, os livros que leu, citaçoes mil. É aquele que te faz uma pergunta mas n
ão ouve a resposta, sacou?
ALERTA: Ele sempre vai querer ao lado uma mulher inferior a ele, para se sentir o maioral
.

Mané bom papo
- É aquele que é capaz de tudo, mas de TUDO mesmo por uma transa. Diz que está cansado de balada, que tá difícil encontrar mulheres bacanas, que foi mágico encontrar você, que gosta de relacionamentos mais consistentes. Costumam praticar grandes atos, como te levar ao cinema ou a um restaurante caro. Alguns s
ão capazes de aguentar semanas só nos amassos e beijos na boca, apenas insinuando o sexo.
ALERTA: Ele é um conquistador, só quer transar, nada mais.

Quem souber de mais algum Mané, n
ão deixe de contar aqui!

bjs

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A vida das "maridas"

Uma mensagem no celular:

- olá, C., aqui é L. Ligo para dizer que A. nao está bem de saúde e se nega a ir ao médico. Está com febre. Por favor, me ligue.

C. então para L. e pergunta o que aconteceu.

- A. está doente, nao quer ir ao médico e eu nao posso ir pois tenho medo do que seja e possa passá-lo ao meu filho.

- claro, estamos em época de gripes suínas, não dá pra vacilar. Mas vou ligar a ela e ver o que fazer, reforçar o alerta.

- Alô, A., soube que você está doente. Poxa, pega um táxi e vá ao médico agora.

A. responde:

- Não, não se preocupe, já me mediquei, e vou esperar até amanhã.

Depois de uma troca de sugestões do que era melhor fazer, C. explica a A. que também não pode levá-la porque está alguma virose que ainda nao sabe o que é, e seria perigoso para ambas por conta dos respectivos filhos. Mas C. desliga dizendo:

- Se você nao se cuidar, vou ligar para a T., que você sabe, é um general, e vai te dar mais broncas que eu.

- Obrigada, querida, C., eu te amo.

No dia seguinte C. ligo para A. e fica sabendo que estava bem melhor.

Um pouco mais tarde, C. comenta no msn com F. que estava preocupada com sua virose, que dependia de alguns exames. F., por sua vez, mãe de dois filhos, e gestora de três grandes projetos, não hesita em dizer:

- Se precisar, me chame, eu faço questão de ir com você.

Um dia antes, Tr., estava triste. Solteira e decepcionada com um amor vai-não-vai, que agora tomou outro rumo, outra parceira, e a desapontou pelo pouco-caso. C. deu todas as dicas de viagem para conhecer um lugar paradisíaco da Bahia, a fim de que ela se refizesse. Quando Tr. chegou lá, mandou um torpedo a C., gratíssima pelas dicas. Começava sua retomada com ajuda da Bahia de todos os santos.


As seis personagens aqui envolvidas têm entre 30 e 50 anos. Quatro são mães, cinco solteiras. Uma é noiva sem filhos - que dá bronca sempre que alguém reclama da falta de marido. Morou nos EUA e considera a sociedade brasileira tão machista a ponto de as mulheres se sentirem oprimidas por não lograrem encontrar um parceiro ou fazer um filho.

Todas aprenderam a se reconhecer nas demais e assim, fortaleceu-se o respeito pelo leão morto de cada dia, e criaram um canal de generosidade inconteste.

As mulheres muitas vezes se perdem correndo atrás do amor romântico, e nestes momentos dá para perceber o quanto são seres espontaneamente amorosos, que já vivenciam o amor de mãe, de amigas, de irmandade.

Tal qual o rei Roberto, que elegeu Erasmo Carlos seu irmão de fé, amigas verdadeiras se tornam irmãs, brincam de ser "maridas", em nome de proteger-se e reconhecer a dificuldade por oras de tocar a vida com tantas responsabilidades.

Se soubermos agradecer o que temos de bom - e amor entre amigas e mulheres é um presente poderoso - vamos relativizar os demais amores que esperamos.

Tive a sorte de experimentar amigas-irmãs desde cedo. E a cada ano que passa, outras aumentam esse grupo, que acabam compactuando com as anteriores e assim por diante.

Isso me lembra uma coisa que sempre invejei nos homens: a irmandade, o corporativismo entre eles, que está presente desde sempre, mais legitimado por eles mesmo, que sempre aumentaram a tese de que éramos competitivas. Nesse quesito a ética masculina de proteger seu igual é maior que o das mulheres sim. Mas isso não vale para todas as mulheres.

As mulheres na essência são muito solidárias entre si. É um presente, que talvez muitas pessoas passem nesta vida sem saber do que se trata.


Carla Jimenez

domingo, 21 de junho de 2009

Olhos nos olhos para espantar o baixo-astral

Uma versão não tão conhecida, interpretada pela Fafá de Belém. Acho que ela escancara mais a alma feminina:


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Algumas coisas eu já entendi

Tem dias que você sai de casa e parece que uma luz vai acompanhando você. Nao importa em que canto da festa você esteja, tem sempre alguém bacana, ou o alguém que todo mundo queria, perto de você.

Definitivamente, há dias mais iluminados que outros. Aprendi a entender que o meu estado interno realmente vai refletir no que está lá fora. Definitivamente, é fácil entender isso agora quando sinto um sorriso espontâneo na alma. Difícil é quando tudo parecia cinza e carvão, porque era exatamente o que havia naquele instante.

A arte marcial te ensina a apreciar teu inimigo. É ele quem te faz crescer, é ele quem te mobiliza e te ensina o novo, inclusive a respeito de si mesmo.

Muitos ex gravam feridas profundas, tatuagens doloridas que custam a cicatrizar. Ai como dói dar-se conta que gastamos grande parte do nosso tempo fechando uma ferida involuntária. E que mais, aquele sentimento inerente de odiar teu algoz faz mal, veja você... a você mesmo.

Um aprendizado e tanto compreender que nessa luta nao se pode ter julgamento, porque todo sentimento de rechaço - legítimo, por vezes é antinatural nao odiar teu agressor - alimenta teu inimigo.

Então ele forçosamente vai te ensinar a dar espaço para os sentimentos mais "auspiciosos", como diz a novela.

É um caminho espinhoso, lento, demorado, porque é feito todo ele de pequenas sutilezas, que somadas, organizam um novo pensamento, um novo sentimento.

Numa leitura espiritual, são os carmas que precisam ser transformados ao longo da vida. Não tem jeito, eles estão ali. Eles nao sairão. provavelmente há um filho no meio que é maravilhoso porque metade dele foi feita pelo que está do outro lado da trincheira.

A caminhada é longa, é verdade, mas é bonita. É bonito aprender a ter paciência, a jogar fora preconceitos, nao mais da boca pra fora, mas de fato e de direito.

Nessa caminhada, alguns dias são iluminados, e temos de aprender a saborear os bons momentos... A apreciar a luz que atraímos quando não estamos olhando para o vazio...